A vida aqui começa cedíssimo, tão cedo que não existe gente acordada a essa hora. Têm os olhos abertos, conduzem e chegam a respirar de boca fechada mas ainda estão a dormir. Houve um rapaz que até abriu a boca para falar, isto às 6 da manhã… pensei que estivesse a sonhar, mas como falou de trabalho, duvidei à partida que eu permitisse tal levidade.
Para mim, e imagino para qualquer individuo que seja humano, porque existem outros que não o são, o diálogo só começaria quando o cérebro o fizesse por gosto. Poderia demorar uma eternidade, tudo dependeria da companhia.
À partida não me faria qualquer tipo de pergunta, a boa companhia, e muito menos, como entrada, se atreveria a perguntar se estava “tudo bem”. Contaria uma história, agradável claro, não quero saber o que viu ontem na televisão. Com uma precisão nos detalhes que não me faria entrar num sono ainda mais profundo, e com uma mudança no tom de voz a cada aventura que se apresentava.
Tudo seria simples até o primeiro verdadeiro sorriso nascer…
Vocês conhecem a dor reflexo?
Não?
Eu conheci a semana passada. Nunca tinha ouvido falar, mas parece que é um fenómeno comum nos especialistas de clinica dentária. Estava, ou melhor, estou à rasca de um dente vai para duas semanas e tive que arriscar um dentista por estas bandas. Calhou-me uma Brasileira, e sou sincero, o sotaque desta gente já me irrita. Não sei se foi de ter levado com as novelas aos magotes quando era um jovem com acne na cara, ou se é por outro motivo qualquer. Mas quando oiço um Brasileiro a dizer que “tou falando verdade” começo logo a desconfiar.
Bem, mas eu sento-me na cadeira mais temida do mundo e digo que me dói um dos dentes de baixo. Não tinha a certeza qual dos dois me doía, mas era um deles. Ela começa a investigar, batendo num, batendo no outro sempre com a ajuda do espelho e passa para os dentes de cima. Pensei que queria analisar a minha qualidade dentária e assim arranjar mais um ou dois que lhe dessem mais uns dólares. Achei normal, afinal to…
Não?
Eu conheci a semana passada. Nunca tinha ouvido falar, mas parece que é um fenómeno comum nos especialistas de clinica dentária. Estava, ou melhor, estou à rasca de um dente vai para duas semanas e tive que arriscar um dentista por estas bandas. Calhou-me uma Brasileira, e sou sincero, o sotaque desta gente já me irrita. Não sei se foi de ter levado com as novelas aos magotes quando era um jovem com acne na cara, ou se é por outro motivo qualquer. Mas quando oiço um Brasileiro a dizer que “tou falando verdade” começo logo a desconfiar.
Bem, mas eu sento-me na cadeira mais temida do mundo e digo que me dói um dos dentes de baixo. Não tinha a certeza qual dos dois me doía, mas era um deles. Ela começa a investigar, batendo num, batendo no outro sempre com a ajuda do espelho e passa para os dentes de cima. Pensei que queria analisar a minha qualidade dentária e assim arranjar mais um ou dois que lhe dessem mais uns dólares. Achei normal, afinal to…
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