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A mostrar mensagens de setembro, 2016

RIR

No outro dia um amigo meu veio ter comigo e disse-me: “Acho que perdi a minha mulher para outro homem!” Achei estranho, em primeiro lugar, ele nem me ter dito “Bom dia!”. Sempre foi muito educado, e em segundo, perguntei-lhe se ele a tinha visto a beijar alguém. Respondeu-me que a tinha visto a rir muito com um colega de trabalho. Confesso que fiquei aliviado por ele. Nunca na vida o humor conquista alguém. No meu caso eu conquistei a minha mulher por pena. A minha vida na altura não estava fácil, andava perdido na vida e acredito que o sentido solidário veio ao de cima e foi o que iniciou um sentimento fraterno por um ser inferior - Como quem adopta um cão abandonado. Na verdade acredito que o sentido de humor pode parecer que no início se leva vantagem, mas através deste eu já tive sérios problemas. Nunca sei quando e onde parar. Conto pelos dedos de uma mão, e porque não tenho menos dedos noutro membro qualquer, as namoradas que eu conquistei. Nunca na vida uma piada fez com

Suspender ou Dispensar?

Suspender ou dispensar? Nunca sei qual destes escolher, principalmente quando o meu despertador toca às sete da manhã! São duas palavras aparentemente simples, mas mal escolhidas pela Windows como opção para adiar o despertador para dali a dez minutos (suspender) ou para cancelar essa repetição (dispensar). Agora que já desabafei sobre este tema que me assola todas as manhãs, queria-vos dizer que gosto de viajar, muito mesmo, mas não tenho paciência para ouvir, quando as pessoas, começam a enumerar onde é que já foram. Em primeiro lugar porque não viajo para competir com ninguém e em segundo porque não me interessa saber onde é que elas já foram. Parece rude dizer isto assim, mas sejamos sinceros: A internet serve, para além de muitas coisas, para vermos através de vídeos ou fotografias praticamente todos os cantos do mundo. E podemos escolher o que queremos ver e o tempo que dispensamos (bela palavra) para o fazer. Museus, catedrais, igrejas, monumentos e afins, para mim, poder

"Voltarei quando necessário!"

Ele era o maior. Nunca lembro de ser menos que isto. O impossível estava sempre dentro dos seus parâmetros. Lembro-me, como se fosse hoje, que os seus discursos não davam espaço a outras vozes. As opiniões dos outros eram uma espécie de um sopro fraco numa vela a precisar de vendavais. De peito feito a tudo o que mexia a sua convicção era impenetrável. Até um dia - E não digo isto como se lhe desejasse um mau presságio - O homem era mesmo admirável. Num dos dias das suas inúmeras palestras, onde havia sempre choro, alaridos e mulheres que desmaiavam, uma rapariga, com os seus 23 anos, pediu a palavra com a mão no ar. Não foi mais do que isto e, por incrível que pareça, aquele gesto simples com o braço levantado, chamou a atenção de quase metade da plateia, incluindo, claro está, do orador. Subiu ao púlpito com uma calma e tranquilidade intransponível. Era de pele morena e cabelo comprido e encaracolado. Usava um vestido simples e na mão tinha, ao que parecia à distância a que eu