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A mostrar mensagens de 2015

ELEIÇÕES, FUTEBOL E DESPEDIMENTO COLECTIVO!

Não me apetecia falar das eleições até porque não há muito para dizer: Ganharam os mesmos e se fossem outros seria precisamente o mesmo que fossem os mesmos. No entanto, não votar nunca deveria ser uma opção. Infelizmente 43% de abutres ficaram em casa ou foram ao futebol. Não tenho nada contra o futebol, até porque o meu Sporting espetou 5 no Guimarães com 31 mil pessoas a assistir ao jogo. Se eu fizesse uma sondagem à porta do estádio, aposto que mais de metade não sabia que o Partido PAN elegeu um deputado para a Assembleia nacional. Não é uma critica, eu também não sabia e os abutres devem estar contente por alguém ter escolhido por eles um partido que os defenda! O dia a seguir, como coincidência, trousse más notícias para a empresa onde ainda trabalho. Despedimento colectivo de 300 trabalhadores, ficando para breve uma nova enxurrada. Fica a ideia, e somente a ideia, de que se esperou pelas eleições para que novamente uma empresa mandasse para as catacumbas três centenas de pess

A HISTÓRIA DA VOSSA VIDA!

Esta poderia muito bem ser a história da vossa vida. Se tivessem juízo e bom senso. Mas não, teimam em repetir a façanha de sempre e subjugarem-se ao ridículo e vernáculo do mundo do faz de conta. Não são o que nasceram para ser: Pessoas. Por isso as consequências embora sejam sempre as mesmas vêm com mais força, serão cada vez mais incisivas e dolorosas. Não terão compaixão por um beiço caído, uma perna partida ou uma morte de personalidade cada vez mais anunciada. Serão refugiados a suplicar ajuda e terão uma avalanche de julgamentos mórbidos e sem conhecimento de causa. A chama do julgamento está cada vez mais acesa e ninguém conhece limites. Todos julgam vidas que desconhecem e depois são uns trapos quando são chamados a agir. Roda novamente a tômbola e saiu o papelinho com o vosso nome. Nunca é o momento certo porque todos querem mudanças mas ninguém quer mudar. É no vazio e no desconhecido que se encontra o crescimento. Já se ouvem os primeiros urros e as pedras começam a ser lan

“A partir de agora vais a pé como os cães!”

Há tanto tempo que não vos via! Como estão todos? Espero que bem, sabendo que não é fácil fugirmos ao depressivo desafio de fazer do nosso dia-a-dia uma facilidade e felicidade. Poderiam dizer que tudo depende de nós, mas na verdade não depende. Somos invadidos pela chamada sociedade, por opção é certo porque poderemos sempre ir viver para uma gruta, e isso faz com que varias peças deste imenso puzzle condicionem as nossas escolhas. A persistência será o segredo dizem uns, a ignorância será a salvação dirão outros. Eu digo que são tudo balelas. Não há segredos nem truques para se viver. É tudo uma fantochada. Pessoas que pensam que elas é que sabem como se deve viver ditam logo a sua personalidade: Obtusos e imbecis. Eu, por exemplo e não sendo exemplo para ninguém, viver é pouco mais do que cortar as unhas enquanto estou a ver um bom filme. Para outros, e citando o título deste brilhante texto, viver é dar castigos aos filhos tirando-lhes o carro e seguido do seguinte comentário “A p

ERA MATÁ-LOS A TODOS!

Já estamos a carregar o nosso armazém: Até agora conseguimos dois molhos, ainda grandes, de pedras da calçada e como tivemos a sorte de ir a três festas este fim-de-semana, angariamos sete paletes de garrafas de cerveja. Para o ano se o Benfica for campeão a festa no Marquês vai ser nossa. Mas não nos ficamos por aqui. À parte desta, temos outra guerra. Uma completamente diferente. As trincheiras já estão a ser preparadas e vai ser a “ferro e fogo”. Não vai ser fácil sairmos vencedores até porque a concorrência é muito forte e não olha a meios para aniquilar o próximo. Em menos de uma semana, só para vocês verem a força do inimigo, limparam duas miúdas e uns quantos polícias num piscar de olhos. As miúdas foram pura e simplesmente crucificadas: Acho que andaram a dar chapadas, sem nexo, num rapazinho que nem se mexia e acabaram linchadas em menos de nada. Já os policias, com bastões, escudos e mais um par de botas, nem sequer tiveram tempo para pensar. Acho que foi por aviarem um home

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Muito se falou de liberdade de expressão. No geral, todos a favor da maravilhosa liberdade, que é nossa por direito, de podermos dizer tudo o que nos vai na cabeça. De sermos livres. Parece giro e libertador e levou a uma discussão quase sem limites, porque às tantas os maiores defensores chegaram ao ponto de condenar, criticar e até ofender quem era contra a sua opinião. Esquecendo-se que estavam, lá está, a favor de toda e qualquer liberdade de expressão. Já eu, sou completamente a favor. Acho que todos devem dizer o que pensam e o que querem. Claro que depois temos as consequências em certos casos: Consequências morais, éticas, chegando até, para os imbecis, a consequências penais. “Sem papas na língua” é uma expressão cada vez mais valorizada. Chamam-se, a estas pessoas, corajosas! Eu diria precisamente o contrário: Sou a favor de que se possa dizer tudo, mas acarinho o facto de ter o dom de conseguir pensar. Seria, portanto, estupido não escolher o que se deve ou o que se quer diz

BRILHANTE

Estamos em tempo que nunca existiram. Só existem na minha cabeça. Mas a raça humana tinha ido por outro caminho. O que hoje achamos normal e aceitável, nesta era tudo se dissipa. Não havia a cultura do casamento, não se pagava impostos, não havia hospitais, não havia varredores de rua. Tudo era diferente, tudo era melhor. Os sentidos estavam sempre em alerta. Tudo o que importava era o equilíbrio entre nós. A dor alheia era nossa. A nossa dor era de todos. Não havia leis, não existiam regras. Não eram precisas. Todos sabiam o que deveriam ou não fazer. Parece fantasioso, mas era assim. As mãos nunca estavam estendidas a pedir auxílio. A mente só se focava em ajudar. O maior prazer não era esse. Esse era o único e verdadeiro prazer. Existiam milhares de espécies neste planeta. Todas pela mão da natureza. A morte entre espécies existia frequentemente. As leoas continuariam a caçar para comer. A águia encontraria o rato a mil metros de altura e o sapo continuaria a esticar a língua a qua

COMEÇO ASSIM

Não se consegue convencer um rato de que um gato dá boa sorte. Ou seja, a experiência não se consegue transferir. Diria que é um farol virado para dentro. Quantas vezes não disseram aos vossos filhos para não porem os dedos nas tomadas. Eles só desistirão da ideia a partir do momento em que apanharem um valente choque. Claro que estas brilhantes conclusões não são minhas, simplesmente tenho o desplante de as estar a citar sem aspas. Mas achei que fosse a melhor maneira de iniciar o que vos quero falar a seguir: O caracter. Lidei sempre mal com cedências temporárias de caracter. Temos que nos assumir mesmo que isso dê aso ao contraditório. Não digo com isto que não devemos mentir. Quantas mentiras se tornaram a nossa tábua de salvação? Dou-vos o meu exemplo. Nasci a ouvir uma mentira na qual ainda hoje acredito. A minha Mãe, na primeira vez que me pegou nos seus braços disse “tão perfeitinho!” Tudo se apresenta de uma forma verdadeira. A partir desse momento deixa de o ser. A nossa in

ESTAMOS EM GUERRA

Poucas conclusões se podem tirar em momentos conturbados. Normalmente são sempre mais visíveis as consequências e conclusões a longo prazo. Imaginemos que eu tenho um quintal e quero entrar em guerra com a maioria dos quintais vizinhos. A meu favor tenho 15 picaretas, 7 inchadas e meia dúzia de aliados que lhes convém que eu acabe com eles, com os quintais vizinhos. Estes, os tais quintais vizinhos, têm a favor deles o total desconhecimento que eu tenho das armas que possuem: Podem ter desde um osso de frango desenterrado até, imaginemos o pior cenário, um míssil! A decisão não é fácil e diria, em cima do acontecimento, que poderá ser fatal para o meu quintal. No entanto ficar quieto à espera poderá ainda ser mais perigoso: Se me atacarem não tenho os meus aliados preparados para me ajudar. Tudo são suposições e o tempo urge. Cada ponteiro do Relógio que avança me diz que preciso de agir. É isso que eu faço. Começo a preparar os planos de guerra. Chamo os aliados e tudo se inicia. Sã

Dia de cão!

O meu cão começou a ladrar que nem um maluco logo de manhã, como quem diz: “Feliz dia do Pai!” E eu rosnei-lhe como que a dizer:“ Eu não sou teu Pai, sou teu Dono… isso até é uma ofensa para todas as crianças queres-te comparar com elas!” E ele continuou a ladrar que nem um desvairado como que a insinuar: “Não quero saber, sou feliz por ter um Dono/Pai como tu!” Eu chorei e ele mijou-me um pé!

SIMPLES

Há privilégios na vida que só se têm uma vez. Ontem foi o meu caso e estou grato por me ter acontecido a mim. Poderia estar aqui com rodeios e floreados sobre o que aconteceu, mas resumidamente e pegando na essência da questão: Conheci um homem que tem 12 colunas no carro! É de ir às lagrimas eu sei. Ainda por cima fez questão e insistiu para que eu fosse ver. Puxou-me para dentro do carro e pôs o som no máximo. De seguida berrou-me ao ouvido: “ Já viste que mesmo no máximo não faz destorção!” Como não tinha ali nenhum espelho para que pudesse espreitar a minha cara só posso imaginar a expressão de pura felicidade no meu rosto. Há momentos inesquecíveis. Como se não bastasse, e para que eu pudesse sentir a verdadeira força e poder daquele som, de seguida este companheiro pôs uma espécie de musica tecno com uma batida forte e repetitiva. Aproveitei cada segundo até ao fim da curta música de 6:30! Tudo seria normal se eu nalguma conversa mostrasse interesse nalguma sonoridade e mais esp

Somos uns fracos e uns maricas e há quem nos chame “homens”

Como sabemos Angola passa por uma crise financeira. O petróleo desceu para níveis em que extracção do mesmo custa tanto como preço de venda. Um País que vive essencialmente deste produto viu-se obrigado a fazer contas. Contas fazem igualmente milhares de Portugueses que aqui vivem. Os que ontem berravam que estavam fartos, hoje estão aflitos com a possibilidade de ir embora. Não condeno. Somos assim: Só estamos bem onde não estamos. Em surdina todos tentam fazer prognósticos da situação. Contam-se pelos dedos de uma mão, de um carpinteiro, os que realmente têm uma perspectiva animadora. Se me perguntarem a mim, e achei que eventualmente estariam interessados, acho que é muito cedo para ter uma opinião. Gosto sempre mais de avaliar a opinião dos outros do que dar propriamente a minha. Aprendi a viver numa terra parvónia, onde nunca ninguém se atravessa com nada. Não achar absolutamente coisa nenhuma, principalmente quando somos culpados, faz com que tudo continue na mesma. Faz-me lembra

Liberdade de expressão!

Voltando à liberdade de expressão e sabendo que todos nós somos um fiéis e afincos defensores da expressão, propriamente dita, direi o seguinte sabendo, e acreditando até, que vou ser apoiado e compreendido nesta afirmação: “Todos as pessoas que se masturbam às escondidas deviam falecer!“ Atenção que digo isto não por considerar estas pessoas más ou de alguma forma indecentes. Mas poderá começar por aqui a esperança de um mundo melhor para os vossos filhos. Pode parecer parvoíce tudo isto que eu estou a dizer mas a mudança nem sempre se apresenta de forma clara. Poderia vir com frases inspiradoras, como : “Tudo o que não for aqui e agora é pura ilusão” Mas isto não muda ninguém. A masturbação sim, pode mudar. Comecemos irmãos a esfarrapar o palhaço em cada esquina. Mostremos ao mundo uma das nossas melhores sensações. Esqueçam o pedaço de papel para se limparem e espalhem sémen pelas ruas. Entrem no café a pedir uma meia de leite e uma torrada com o “girabola” firmo, hirto e imponen

Sim, tu que estás a ler isto!

Qual é a essência da vida? Uma pergunta comum entre nós e que poucas respostas nos deixam satisfeitos. Não arrisco dizer que tenho a fórmula mágica, mas aposto em duas frentes que poderão muito bem ser o segredo: Ignorância e Burrice! Tendo uma delas poderemos, quase de certeza, estar no caminho certo. Com as duas atingiremos o clímax. Nunca é fácil iniciar uma conversa com alguém que encontramos pela primeira vez. É um caminho incógnito e partimos sempre do princípio que o que somos não se vai alterar em nada no final daquele encontro. Como sou “gaja”, e ainda por cima bonita, as coisas tornam-se muito mais fáceis quando os encontros são com homens. O vosso cérebro, desculpem-me ser tão directa, não tem caminhos escondidos, ou enredos policiais, para vos impressionar. Ora vejamos: Se eu me debruçar com um decote mais arriscado ficam automaticamente a pensar com a cabeça de baixo. Mas esta é uma jogada banal e muito comum entre nós, e confesso que dizer que ficam “ a pensar com a ca

Como?

Tenho que colocar esta questão que acho que é essencial para o desenvolvimento da nossa espécie: Há uma semana, precisamente, alguém me diz: “Olha lá rapaz, serias capaz de desenvolver uma teoria para que as pessoas deixassem de acreditar em pomadas que fazem crescer o pénis?” E eu: “Como?”

“Mãe é o teu filho! Mãe!”

Passavam poucos minutos das cinco da manhã quando acordo com um tilintar que vinha da cozinha. Sou mãe solteira e moro num sítio seguríssimo. Mas, mesmo assim, nunca acredito na cabeça dos outros e levanto-me sobressaltada e com passos ligeiros vou ver o que se passa. Pego num pau que tenho encostado junto à cabeceira que serve somente para não deixar a porta do roupeiro se abrir a meio da noite. A mola está partida há anos. E neste caso, o pau, serviria para eu me sentir mais segura, somente isso. Abro a porta do meu quarto devagarinho e constato que está realmente alguém na cozinha. O meu filho disse que iria passar um fim-de-semana com a namorada e essa constatação fez com que o meu coração disparasse a mil. Toda eu tremia! Sem que eu pudesse controlar paralisei, sem conseguir dar mais nenhum passo, quando o tilintar que me tinha acordado passou a um chavascal de panelas, pratos, talheres e gavetas a fecharem-se com um estrondo tremendo. Quem ali estava não tinha medo de fazer baru

SIM à vida!

Para primeira história de 2015 achei por bem escolher uma situação lindíssima e fantástica que me aconteceu à dias. Provando que quando menos esperamos aparece-nos à frente grandes oportunidades e situações magnificas. Era de madrugada e senti algo de estranho no meu peito. Uma espécie de comichão e ao mesmo tempo parece que sentia algo a se mexer. Tinha sido acordado por uma barata. Foi tão querido. Ela estava pousada no meu peito com aquelas patinhas fofas, e a casquinha crocante toda esmaltada e umas asas lindíssimas. Como quem diz: “Olha eu aqui a precisar de miminhos” Assustei-me com a situação, simplesmente por não estar à espera, e num safanão joguei-a pelo ar e num instinto maligno peguei num chinelo e esmigalhei-a contra o chão. Foram momentos dolorosos os que se seguiram. A Natalie nem queria acreditar no que eu tinha acabado de fazer. A morte por vezes está tão perto que nunca nos apercebemos do valor que a vida tem.