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Curta Metragem



Só tenho uma condição cada vez que quero comprar um telemóvel. Ser rijo. Simplesmente isto. Que aguente umas valentes pancadas sem se estragar. Tenho um amigo meu que o telemóvel dele tem tudo e mais alguma coisa, do que se possa imaginar, e também dava para telefonar. Digo que dava, porque o microfone, ao que parece, pifou e agora o “tudo” que o telemóvel tem, parece que não serve para nada. Insólito.

Mais uma vez o Porto ganha a taça UEFA, que agora tem um novo nome, e ao que se ouve das más-línguas, consegue ganhar com telemóveis bem mais baratos do que os dos adversários. É certo que nem tudo é fruto da excelente gestão do Senhor Jorge Nuno Pinto da Costa, segundo fontes seguras. Não nos podemos esquecer, embora a nossa justiça o esqueça constantemente, que também é fruto da muita fruta fresca que continua a circular pelas mercearias nucleares do nosso futebol. Mas isso são pormenores pouco significativos para quem realmente ganha e maçadores para quem sofre as consequências.
Mas as democracias, assim como as religiões, não são perfeitas pelo simples motivo de ter o “dedo” do homem. Temos esse dom.

Não se excluam as mulheres destes cenários catastróficos, porque as únicas duas colegas que trabalham na empresa XYZ, assim como de outra empresa qualquer, esgatanham-se para ver qual das duas consegue adjectivar a outra com mais nomes de animais. Não chegou a ganhar nenhuma delas porque a mente brilhante que as juntou, também teve a excelente ideia de as separar.
Um debate no parlamento só com mulheres devia ser qualquer coisa de bombástico.
Falando em bombástico, já está em produção a próxima e ultima Curta-metragem, deste pequeno e humilde espaço. Não vai fugir do nível das outras, pelo que a desgraça e estupidez estão garantidas.
Um bem-haja para todos vocês e saudinha para todos excepto para o Marcolino, porque é hipocondríaco.

Comentários

TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

Prós e Contras

Todos sabemos que temos que andar com as calças folgadinhas caso seja preciso arregaçar à pressa. Ninguém tem dúvidas disso. O último programa “Prós e Contras” gravado em Angola foi um exemplo, diria escandaloso, disso mesmo. Foi degradante para a história da nossa nação as figuras que tivemos que fazer. Pelo menos eu, ainda tenho orgulho de dizer que sou Português e não queria de maneira nenhuma deixar de o ter. O jornalista Rosa Mendes que tentou mostrar a vergonha de uma nação, tornou o caso mais vergonhoso ainda por ESTE motivo! Mas nada como histórias pessoais, também elas vergonhosas, para apaziguar a alma dos inconformados - Já me tinha acontecido, tentar salvar alguém de morrer afogado. A primeira vez e única, até este fim-de-semana que passou, foi no Gerês quando a dois metros da margem do rio o meu amigo de alcunha “Salmão”(de certeza que não foi pelos dotes de nadador que lhe puseram a alcunha, porque estes meninos nadam contra a corrente como ninguém) começa a esbracejar ...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.