Os putos brincavam à pedrada, foi mesmo à bocado que isso aconteceu nos arredores de Luanda. Hoje em dia, em Portugal, já não se joga, ou brinca, a um desporto tão lúdico como este – fugir de calhaus.
Eram três crianças de um lado e uma mais pequena do outro. Assim pode parecer injusto ou até dar pena, mas a mais pequena de todas era a mais afoita. Com a parte de baixo da camisola, dobrada para cima a fazer de saco, era um ver se te avias enquanto as outras fugiam a seis pés. Nunca percebi essa dos “sete pés”… estaria algum perneta pelo meio? Enfim, por zarolhice ou pressa da minha parte acabei por não ver nenhuma a levar com um calhau na cabeça, que no fundo, e para mim, é o mais interessante e bonito desta brincadeira. Hoje em dia a miudagem brinca a outras coisas, e acho bem, não quero estar agora aqui a dizer que “no meu tempo é que era”. Até porque lembro-me bem que eu não tinha paciência nenhuma para as histórias que os meus Pais me contavam sobre o tempo deles – brincavam com latas de atum e caricas a fazer de rodas e era uma sardinha para sete, etc etc…
Cada tempo o seu tempo e é por isso que continua tudo igual. Choramo-nos na mesma. Somos peritos nisso. A choradeira faz parte da minha vida. Ainda hoje estico o beicinho cada vez que me contrariam. Por isso recuso-me cumprimentar alguém com um “tudo bem?”
Não quero saber. Não estou interessado. Pimenta no cu dos outros será sempre refresco para mim.
Vocês conhecem a dor reflexo?
Não?
Eu conheci a semana passada. Nunca tinha ouvido falar, mas parece que é um fenómeno comum nos especialistas de clinica dentária. Estava, ou melhor, estou à rasca de um dente vai para duas semanas e tive que arriscar um dentista por estas bandas. Calhou-me uma Brasileira, e sou sincero, o sotaque desta gente já me irrita. Não sei se foi de ter levado com as novelas aos magotes quando era um jovem com acne na cara, ou se é por outro motivo qualquer. Mas quando oiço um Brasileiro a dizer que “tou falando verdade” começo logo a desconfiar.
Bem, mas eu sento-me na cadeira mais temida do mundo e digo que me dói um dos dentes de baixo. Não tinha a certeza qual dos dois me doía, mas era um deles. Ela começa a investigar, batendo num, batendo no outro sempre com a ajuda do espelho e passa para os dentes de cima. Pensei que queria analisar a minha qualidade dentária e assim arranjar mais um ou dois que lhe dessem mais uns dólares. Achei normal, afinal to…
Não?
Eu conheci a semana passada. Nunca tinha ouvido falar, mas parece que é um fenómeno comum nos especialistas de clinica dentária. Estava, ou melhor, estou à rasca de um dente vai para duas semanas e tive que arriscar um dentista por estas bandas. Calhou-me uma Brasileira, e sou sincero, o sotaque desta gente já me irrita. Não sei se foi de ter levado com as novelas aos magotes quando era um jovem com acne na cara, ou se é por outro motivo qualquer. Mas quando oiço um Brasileiro a dizer que “tou falando verdade” começo logo a desconfiar.
Bem, mas eu sento-me na cadeira mais temida do mundo e digo que me dói um dos dentes de baixo. Não tinha a certeza qual dos dois me doía, mas era um deles. Ela começa a investigar, batendo num, batendo no outro sempre com a ajuda do espelho e passa para os dentes de cima. Pensei que queria analisar a minha qualidade dentária e assim arranjar mais um ou dois que lhe dessem mais uns dólares. Achei normal, afinal to…