Avançar para o conteúdo principal

Lost

Olá muito bom dia !
Mais uma segunda-feira que tem tudo para ser genial. Antes de mais por ser precisamente segunda-feira e depois por ser o inicio de, pelo menos, 5 dias de trabalho!
Só motivos de alegria.
Vá, deixem lá de lado a triste ideia da corda enrolada ao pescoço.
Então para mim, que o dia começa logo às 5:30 da manhã, tem tudo para ser uma semana perfeita.
Já tomei o meu pequeno-almoço: cereais com iogurte de banana e um cafezinho.
A corda também está sempre por perto, não vá eu ter a ideia de não me apetecer ir trabalhar.
Vejo sempre televisão enquanto desfruto deste maravilhoso pequeno-almoço.
Por volta das 6:00 da manhã (5:00 em Portugal) o comando da televisão fez questão de parar na Sic Internacional. Estava a dar um grande programa de seu nome “Etnias” e hoje o tema de conversa era: a dança Africana.




Um deles é professor de dança e o outro o dono da escola. Escusado será dizer qual deles é que é o professor. Para um Touro com 320 quilos, deve ser difícil ensinar a dançar… se bem que na dança do Kuduro por vezes é necessário rebolar, e aí este senhor deve ganhar aos pontos. Uma piada reles, mas que não faz mossa nenhuma porque ainda estão com o cérebro dormente e a ramela no olho.
O que tirei dos 10 minutos de programa, que tive a felicidade de desfrutar, é que os Portugueses estão cada vez mais a aderir às várias danças Africanas. O entusiasmo é tanto, que nos casamentos é cada vez mais frequente vermos, como animação, este tipo de danças.
Eu aí já acho de muito mau gosto. Para mim um casamento, não ter como música de fundo a Tonicha ou o Quim Barreiros, não pode ser considerado um casamento.
É a mesma coisa que as touradas em Barrancos, se o touro não morre… deixa de ter qualquer significado.
Se a tradição fosse a plateia toda morrer com um derrame cerebral, na minha humilde opinião, também não se perdia nada.
Mais um assunto que tinha todo o fulgor para ser debatido na assembleia.
Tenham uma óptima semana e voltem sempre.

Comentários

TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

VAMOS TODOS FICAR BEM?

Uma forma bonita de elogiar um gago é dizer que "tem dificuldade em se despedir das palavras". Eu tenho dificuldade, não diria em me despedir, mas de aceitar algumas frases de motivação que por estas alturas abundam em todo o lado. "Vamos todos ficar bem!" e depois ao lado um arco-íris pintado, de preferência para criar mais impacto, pelo próprio filho. Mas que merda de frase é esta? Mas desde quando, mesmo sem esta pandemia, vão todos ficar bem? Eu, quando está tudo supostamente perfeito, muitas das vezes não estou bem. Sabem o significado da palavra "todos"? Claro que não vamos todos ficar bem. Posso estar aqui a cometer alguma inconfidência, mas vai morrer mais gente. Isso é certo. E há famílias desesperadas em todo o mundo e claro que os mais pobres serão sempre os mais desfavorecidos. Em Angola, que é um País que ainda acompanho de perto, pedem para a população ficar em casa. Já foram ao Cazenga ou ao Sabinzanga? Em princípio não, mas para vos tentar ...

Morreu

É tão bom estar de volta, como seria se continuasse calado. No entanto achei por bem acrescentar umas linhas. Somente um desabafo em dias menos solarengos. Gosto de gostar de pessoas. Parece fácil, mas não é. Cada vez gosto mais e menos depende de quem estejamos a falar. O meu Pai faleceu. Nada que eu possa escreve servirá de homenagem ao que ele foi. Foi um Pai. E um Pai que se perdeu para sempre. Não voltarei a ter um Pai. O fim de um grande homem como não vejo nos que conheço. Conheço muitos e poucos são verdadeiros homens e os que o são, não são como o meu Pai. Acabou. Diria que foi um fim triste como são os de todos que envelhecem neste País. Não fazemos nada para melhorar a velhice dos outros e estaremos de mãos atadas quando acharmos que temos o direito e deveriam melhorar a nossa própria velhice. Se lá chegarmos ouviremos dizer dos mais novos que tivemos sorte em lá chegar e que somos uns privilegiados por isso. Concordaria se vivessemos no passado ou do passado. Vivemos cada d...