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اللغة العربية؛الفصحى

Não sou de maneira nenhuma racista, mas existem povos que me assustam um bocadinho !
Em Angola existem muitos libaneses, e alguns deles viajam para Portugal.
Os Libaneses falam árabe.
Ter um libanês num avião, não é problema nenhum porque normalmente vai caladinho.
Quando fiz a ultima viagem para Angola, dois tiveram a brilhante ideia de apanharem o mesmo avião !
Aí é que a coisa se complica. Porque comunicam um com o outro, e aquilo assusta !
Dizia um deles:
- اللغة العربية؛الفصحى ?
- ة؛الفصح ة؛الفصح ة؛الفصح ة؛الفصح !
Como é que eu vou explicar isto ?
O meu pavor de andar de avião já é grande.
Estarem dois gajos a grunhir um árabe carregado, não ajuda muito!
Para mim, todos aqueles que falassem árabe e quisessem viajar de avião, ou iam sozinhos ou obrigatoriamente tinham que ser mudos!
Para não falar de turbantes… andar com “lençóis” na cabeça, sim senhor é bonito, é cultura, faz parte da tradição, temos que respeitar, mas aviaozinho particular para os meninos.
“Ah e tal mas temos os mesmos direitos que os outros, o mundo é redondo e as ovelhas fazem mé mé !”
Mais uma vez, concordo plenamente, mas isso era antes de mandarem aviões contra arranha-céus. Foi grandioso, fez mossa, mataram milhares de inocentes, e surpreenderam o mundo ao mostrarem que existem seres que respiram que são autênticas BESTAS.
Cada um acredita naquilo que quer e todos são livres para ter, ou não ter, crenças religiosas. Se acreditam que têm 70 virgens à vossa espera, uma planície cheia de fruta fresca, flores de variadíssimas cores e que a morte é o caminho para alcançarem a plenitude.
Meu amigos, estão no vosso direito. Pegam numa caçadeira, numa catana, num avião, no que seja, mas por favor, façam-no sozinhos! Que as vossas vidas sejam as únicas sacrificadas pelos vossos ideais.
Deixem as outras pessoas, mesmo aquelas que nunca tiveram, sequer, uma virgem!
Dizem vocês :
“É Marcio, andas muito ideológico, quase que chorei ao ler estas lindas palavras!”
Não entrem por aí, porque o Blogue é meu e faço dele o que bem me apetecer.
Se quiserem vão tomar conta do quintal ou do café no Facebook!
Já conseguiram estragar uma história bonita e com um final feliz !
Até à próxima !
“Não te vás embora Márcinho, eu e o teu Pai queremos mesmo muito saber o resto da história!”
Bom, sendo assim e visto que 95 % dos leitores insiste!

Um dos Libaneses, de repente levanta-se e…
- الفصح ة؛الفصح ة؛الفصح ة؛الفصح الفصح ة؛الفصح ة؛الف !
Ainda por cima estava com um ar sério. O sobrolho levantava e baixava com uma velocidade assustadora. Tinha no canto da boca bolhas de espuma, da raiva que emergia, como lava, de dentro do peito. De repente levantou a voz e esticou o dedo indicador. Como quem diz : “ vou arrebentar com esta porcaria toda!”
Até podiam estar a falar, de como é que se cozinha o frango com caril, mas para mim aquilo suava a bomba! Só podia, fazia todo o sentido !
O desfecho deste filme de terror foi logo de seguida, quando passámos por uma zona de turbulência e apanhámos um grande poço de ar… haviam de ver o Libanês cheio de cagufa !!
Os 150 Portugueses que viajavam no avião, estavam ali rijos e fortes a “sorrir” para o perigo e aqueles maricas quase com a lágrima no olho!

Comentários

TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.