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Não levantem ondas


Estou numa fase em que toda a ajuda é bem-vinda: Pode vir de um marreco, de um coxo ou até mesmo de um fanhoso. Por isso venho-vos pedir que, se puderem, mandem-me energias positivas.
Estou receptivo a toda e qualquer tipo de ajuda.
Agora sim com a vossa colaboração estou pronto para vos falar do próximo tema.
Vai sair o novo filme do Harry Potter e eu como já li o livro estou em condições de vos dizer que o Harry vai morrer: O estúpido do Valdemor na luta final lança uma magia manhosa e o Harry vai desta para melhor.
Sempre acreditei, até à última linha, que poderia haver ali qualquer coisa que o pudesse fazer voltar à vida. Mas não, nem a Hermione nem o Ron conseguem proteger o seu amigo.

Falando em amigos, o museu de cera Madame Tussauds abriu em Banguecoque e por aquilo que dizem é uma grande oportunidade para todas as pessoas que necessitem de uma palavra amiga.

Sobre a greve geral, tenho a dizer o seguinte:
Se a intenção for realmente mudar mentalidades, mudar conformismos e com isso vamos para a ruas mostrar a nossa indignação por quem nos Governa, pela nossa própria inércia ao longo de décadas, estou totalmente de acordo.
Se a intenção é não ir trabalhar e ficar sentado no sofá a fazer a dita revolução, mais uma vez tenho que vos dizer que tem tanto de cómodo como de estúpido.
“Não perguntem o que o vosso País pode fazer por vocês, mas sim o que podem fazer pelo vosso País”

Aproveito a diversidade de temas bem interessantes patentes neste texto para arriscar em publicar uma espécie de Poema escrito por alguém:

Hoje acordo sem vontade.
Sem vontade de rir.
A vontade que adio sem consciência,
Aquela que nasceu comigo na adolescência.
Hoje não vou rir.
Hoje os meus olhos são verdadeiros,
lampejos de impulsos escondidos e abafados.
Hoje e só hoje me importa.
O amanhã logo tem tempo,
de me dizer o que sente.

Comentários

  1. :) segue o link...
    http://oportugalbipolar.blogspot.com/2010/11/de-quem-e-culpa.html
    e toma lá energia!
    Jokas do Mano Velho!

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

VAMOS TODOS FICAR BEM?

Uma forma bonita de elogiar um gago é dizer que "tem dificuldade em se despedir das palavras". Eu tenho dificuldade, não diria em me despedir, mas de aceitar algumas frases de motivação que por estas alturas abundam em todo o lado. "Vamos todos ficar bem!" e depois ao lado um arco-íris pintado, de preferência para criar mais impacto, pelo próprio filho. Mas que merda de frase é esta? Mas desde quando, mesmo sem esta pandemia, vão todos ficar bem? Eu, quando está tudo supostamente perfeito, muitas das vezes não estou bem. Sabem o significado da palavra "todos"? Claro que não vamos todos ficar bem. Posso estar aqui a cometer alguma inconfidência, mas vai morrer mais gente. Isso é certo. E há famílias desesperadas em todo o mundo e claro que os mais pobres serão sempre os mais desfavorecidos. Em Angola, que é um País que ainda acompanho de perto, pedem para a população ficar em casa. Já foram ao Cazenga ou ao Sabinzanga? Em princípio não, mas para vos tentar ...

Morreu

É tão bom estar de volta, como seria se continuasse calado. No entanto achei por bem acrescentar umas linhas. Somente um desabafo em dias menos solarengos. Gosto de gostar de pessoas. Parece fácil, mas não é. Cada vez gosto mais e menos depende de quem estejamos a falar. O meu Pai faleceu. Nada que eu possa escreve servirá de homenagem ao que ele foi. Foi um Pai. E um Pai que se perdeu para sempre. Não voltarei a ter um Pai. O fim de um grande homem como não vejo nos que conheço. Conheço muitos e poucos são verdadeiros homens e os que o são, não são como o meu Pai. Acabou. Diria que foi um fim triste como são os de todos que envelhecem neste País. Não fazemos nada para melhorar a velhice dos outros e estaremos de mãos atadas quando acharmos que temos o direito e deveriam melhorar a nossa própria velhice. Se lá chegarmos ouviremos dizer dos mais novos que tivemos sorte em lá chegar e que somos uns privilegiados por isso. Concordaria se vivessemos no passado ou do passado. Vivemos cada d...