Avançar para o conteúdo principal

Vote


Poderá vos parecer estranho e até mesmo parvo o conteúdo deste texto, mas após os resultados do inquérito efectuado neste Blogue, não me resta outra alternativa.
Ora bem, como eu acredito que em todas as nossas escolhas e opções temos as devidas consequências, e é por isso que eu insisto em dizer que votar é sempre importante, tentarei ser o mais justo possível.

A palavra “Urinol” só por si já é muito bonita. Acho que ninguém tem dúvidas disso. Agora, um homem que se lembra de por o nome a um objecto inspirando-se na palavra “urina” mostra não só muito da sua personalidade, como da sua higiene pessoal. Mas isto são questões de foro psíquico que ficarão, se calhar, para uma outra altura.
Já a palavra “sanita” que tem tampa e é mais astuta, imaginava eu que a sua origem pudesse provir do Latim, mas segundo alguns estudos efectuados por quem realmente se interessa por assuntos tão desinteressantes como este, a palavra “sanita” está relacionada com sanitário, que, por sua vez, provém do vocábulo latino ‘sanitate’ – que significa saúde.

Achei, antes de mais, importantíssimo fazer um ponto prévio sobre estes dois objectos para que não restem dúvidas a ninguém onde é que eu quero chegar.
Mudando de assunto e continuando no mesmo nível de escrita, todos sabemos que sempre fomos um País de solidariedade para com os outros povos, devido se calhar ao facto de desde sempre sermos uma nação ligada às descobertas e ao desejo ardente de conhecer outras culturas. Não me choca nada, por isso, que a maioria seja do Benfica e queira ver debatido neste espaço, que se diga de passagem, um espaço espectacular, um assunto tão interessante, como: Gajas boas sem cérebro e abaixo as gordas inteligentes.
Mas sobre isto não há muito, de novo, a dizer.

Comentários

  1. Li algures, penso que num site fidedigno, que se colocares uma pistola (se não tiveres pistola podemos tentar com uma pedra, eu atiro-a) junto á zona frontal da cabeça e pressionares o gatilho de forma correcta e segura, podes evitar muito sofrimento e poupar o resto do mundo aos teus textos.

    que dizes? tentamos?

    Octávio

    ResponderEliminar
  2. Antes de mais queria-vos dizer, a quem leu este maravilhoso comentário, que este senhor, Octávio, para além de ser um fervoroso e ferrenho adepto do Benfica, foi também o actor principal daquela espécie de Curta Metragem que se intitula de “Chefes em tempos de Crise”. Perante isto acho que não me merece qualquer tipo de comentário a tentativa de homicídio a um grande, excepcional, fantástico, genial, estupendo, fabuloso, incontornável Bloguista, que só por acaso sou eu próprio.

    FKU

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.