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O Zé da abóbora e o Orçamento de Estado.


Se existem histórias bonitas de se ouvir, esta que vos vou contar é definitivamente uma delas.
Então ouvi-la quando temos a ramela no olho e o café ainda vem longe, é como chuva no deserto !

Estávamos, hoje de manhã, a falar sobre a aprovação do Orçamento de Estado para 2010, e de como foi difícil, para o Governo, convencer a Oposição para um desfecho positivo, quando ocorre esta extraordinária associação:
- Olha, faz-me lembrar o meu vizinho Zé. A mulher dele estava sempre com algum problema quando o marido lhe queria “saltar para a espinha” (expressão bonita!). O que é que ele fez ! Pôs uma abóbora ao sol e abriu-lhe um buraquinho. A mulher, cada vez que ele trazia a abóbora para a cama, e se punha a “montá-la” acabava sempre por aprovar, o “orçamento” que o vizinho Zé tinha para oferecer !
E depois, esta magnifica conclusão:
- Quem não tem cão caça com gato !
E pronto caros amigos.
Esta foi a história do Zé da Abóbora, que imagino que vos deve dar força e animo para o resto do dia de trabalho !

Comentários

  1. É das histórias, de encantar, mais bonitas que ouvi até hoje !
    Se calhar, vou começar a contar ao meu filho quando ele for dormir !

    Força.

    Joel Silveira

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

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FAZIA TUDO

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A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

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