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Um fio sem meada !



 Para quem gosta de estudar teorias afincadamente com um grau de dificuldade elevadíssimo, deixo este estudo no ar: Porque é que as toalhas de mãos, principalmente quando são brancas, estão sempre todas sujas se é suposto elas simplesmente secarem o que já está limpo?
Sei que pode parecer parvo de inicio, mas depois de ontem ter visto no telejornal do canal 1 uma reportagem sobre um pneu que saiu disparado de um camião e foi embater num prédio, sem provocar nenhum ferimento a ninguém, achei por bem também eu ajudar ao desenvolvimento do nosso País.

Continuando a linha de interesse elevado deste texto - Já perderam alguma vez a cabeça por causa de uma instalação de uma impressora? A mim nunca me tinha acontecido até ao dia de ontem. Claro que já houve mentes brilhantes que me deram soluções que eu nunca tinha imaginado, sendo elas : Desinstala e instala outra vez a impressora, ou ainda desliga e liga o computador.
Continuo na mesma… ando desde ontem até agora e a coisa promete durar.

Burrices à parte, porque dizem que a porcaria do material tem sempre razão, tenho que vos contar a minha satisfação por ter reencontrado grande parte dos meus amigos de infância. Acredito na possibilidade de que a maioria possa ter andado escondida mesmo com esse intuito, de eu não os encontrar, mas tenho que dar aqui grande mérito em primeiro lugar ao Jorginho e de seguida ao Facebook. Pois é, este dito Jorginho lembrou-se, e bem, de criar um grupo com o nome do lugar onde todos nós crescemos e de por um rastilho com meia dúzia de pessoas que em comum tinham uma infância num lugar como a Brandoa e em particular a Parreirinha. Todos poderão se assustar com o nome de “Brandoa” mas na verdade é bonito de se ver que na generalidade todos têm imenso orgulho e, diria até, muita sorte por terem crescido num lugar assim.
Um bem-haja às tecnologias, retiro veemente as impressoras, que nos colocam mais perto de um passado que todos julgavam nunca mais reencontrá-lo.

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

Prós e Contras

Todos sabemos que temos que andar com as calças folgadinhas caso seja preciso arregaçar à pressa. Ninguém tem dúvidas disso. O último programa “Prós e Contras” gravado em Angola foi um exemplo, diria escandaloso, disso mesmo. Foi degradante para a história da nossa nação as figuras que tivemos que fazer. Pelo menos eu, ainda tenho orgulho de dizer que sou Português e não queria de maneira nenhuma deixar de o ter. O jornalista Rosa Mendes que tentou mostrar a vergonha de uma nação, tornou o caso mais vergonhoso ainda por ESTE motivo! Mas nada como histórias pessoais, também elas vergonhosas, para apaziguar a alma dos inconformados - Já me tinha acontecido, tentar salvar alguém de morrer afogado. A primeira vez e única, até este fim-de-semana que passou, foi no Gerês quando a dois metros da margem do rio o meu amigo de alcunha “Salmão”(de certeza que não foi pelos dotes de nadador que lhe puseram a alcunha, porque estes meninos nadam contra a corrente como ninguém) começa a esbracejar ...