Avançar para o conteúdo principal

Este Blogue também dá prémios !

                          

Tenho a informar que quem não partilhar este “post” habilita-se a ganhar um microondas usado mas em perfeitas condições de funcionamento. Só não aquece mais do que 30 segundos de cada vez, mas repetidamente poderão aquecer uma sopa sem problemas.

Informo também, que quem for o primeiro a ler esta precisa linha, esta mesmo onde estas letras aparecem, e não outras, para além do microondas pode ganhar um Iphone novinho em folha. Se foi o primeiro, para ganhar só tem que provar que o foi. Como ? É fácil, se leu mais do que duas linhas seguramente foi o primeiro.

Para vincar ainda mais a minha ideia sobre partilhas e prémios, para quem não quer o microondas, se partilhar todos os textos escritos neste Blogue para mais de 20 pessoas vai ter 30 anos seguidinhos, sem intervalos, cheios de saúde e sorte. Para quem não o fizer terá 5 anos de puro azar - Aquele azar que é tão profundo que qualquer cavalo de corrida, por mais competitivo e preparado que fosse, tropeçaria na primeira passada!

Não perca mais tempo e seja o feliz contemplado!

Comentários

  1. Boas,
    Eu o Iphone não quero, deve ser muito complicado e ouvi dizer que funciona com os dedos…
    Não!
    Agora o micro-ondas…
    O micro-ondas vem com manual de instruções?

    ResponderEliminar
  2. Caro leitor este Blogue só não dá aquilo que não tem... e realmente não possuimos o manual de instruções ! Mas para si, e como é meu irmão, terei todo o gosto, caso seja o feliz contemplado, porque aqui é tudo preto no branco, em lhe explicar pessoalmente como funciona!

    Já agora aproveito para lhe dar um grande abraço !

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.