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Somos Portugueses e nada mais é preciso dizer!

Andamos todos deprimidos, carrancudos, mal dispostos, amargurados e com imensas duvidas em relação ao futuro. A situação não é para menos.
Eu tenho essas dúvidas desde que me conheço. Sou um motivador pessimista. Sei que não é fácil entender, mas sou uma espécie de compressor que, de quando em vez, explode com energia, chamada ela positiva.
Não venho aqui feito “Chico esperto” revelar qualquer solução, ou dizer que não vale a pena estarmos assim. Ou ainda, dizer que temos que nos levantar do sofá e ir para as ruas mostrar a nossa indignação. Não valeria a pena, porque não somos assim.
O que vale a pena então?
Poderia sabê-lo dizer com alguma lufada de espiritualismo, mas só quero partilhar a minha alegria e orgulho em pertencer a uma nação como a nossa. Somos demasiado grandes para nos sentirmos menos do que quem quer que seja. Dizia-me um amigo, que prezo muito, e emigrante por várias nações ao longo dos últimos 20 anos, que o seu maior orgulho é, sem duvida, saber que pertence a um dos povos mais pacíficos, generosos, lutadores e aventureiros que conhece. E o conhecimento do mundo só o fez ver isso mesmo. Mas dizia-me isto, como é óbvio, sem politiquices ou qualquer outro tipo de propósito. É o que sente e é o que somos. Como é lógico a perfeição sempre andou aliada de quem quer que seja e temos muitos dedos, de verdadeiros diplomatas do fala-barato, que nos apontam defeitos que teimosamente fazemos caso. E esse é um dos nossos maiores problemas, a meu ver, claro está, quando chegam nações que nada fizeram por esta linda bola achatada nas “pontas”, chamada terra, e nos dizem o que fazer.

E aproveito para partilhar um vídeo que, já muito rodou pelo mundo cibernáutico, e que é o espelho daquilo que somos.
Somos PORTUGUESES e nada mais é preciso dizer.


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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.