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3 anos !


Faz hoje 3 anos que parti da minha Pátria à procura de uns tostões no final do mês. É muita fruta.
Queria dar os Parabéns a quem me tem acompanhado, o que não é fácil, e queria também dizer que as mangas e os abacaxis, aqui, tem mais sabor. Achei que era importante vocês saberem.

Como os balanços só se fazem no fim, só vos posso dizer que até agora tem sido espectacular. Posso dizer que nestes 1096 dias ou 26.304 horas, não tive nem um momento de tristeza ou angústia. Não é impressionante como fui bafejado pela plenitude?
O sorriso nos lábios é uma constante. A alegria de viver cresce a cada dia. Não mudava nada embora transformasse tudo. No fundo, com esta descrição, já devo ter conseguido ter 2 ou 3 “amigos” a invejar o meu quintal.
Porém, hoje é tudo porque eu tenho que desfrutar ao máximo este dia!

Comentários

  1. Do qrido sobrinho tiago.
    tenho soudades de ti.
    acho que a ??? manda-te beijos.
    Informamos-te por um comentário se ainda estiver em africa o nome da miuda.
    beijos de Sofia de João meus e da ?
    adeus :)

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

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Morreu

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