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É PÚBLICO !

É PUBLICO e foi, precisamente, o Jornal “O PUBLICO” a dar esta noticia:
“Jardim só aplicou 29,5% das verbas recebidas na reconstrução Madeira”

No fundo estamos a falar de “191,3 milhões de euros no âmbito da Lei de Meios, e pagou 56,3 milhões de euros, ou seja, o correspondente a 29,5 por cento do total recebido”
Não se sabe onde pára o resto do dinheiro.

Uma ideia que eu gostava de deixar no ar, é que as primeiras medidas de austeridade deveriam passar por acabar com os milhões e mais milhões que são roubados aos bolsos dos Portugueses. Depois a partir daí, sim senhor, vamos lá todos fazer um sacrifício.
Se puder ser. Nós, cerca de 10 milhões de Portugueses, não queremos maçar muito meia dúzia de V/Exas.

Comentários

  1. Como Advogado do Sr. Alberto João venho por este meio informar o autor deste Blog que a informação do post está correcta mas incompleta.
    Segundo explicações do Sr. Alberto João falta pagar 70.5% do total das obras, porque estas ainda não foram realizadas e na Madeira só se paga trabalho concluído.
    O dinheiro existe, não foi desviado e está cativo para o fim que foi destinado (obras de reconstrução).
    Quando as referidas obras forem concluídas serão pagas!
    Reservo o direito a recorrer judicialmente se o sr. Márcio continuar com a mesma linha de noticiário.

    1 Abraço

    Advogado do Diabo!

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  2. Eu gostei do teu comentário e o teu blog é giro.
    Abraços e sorte.
    espero que voltes a portugal!!!?
    Beijocas de Tiago e de sofia e de João.
    sorte.
    Dim ao tio carlos que eu mandei beijos.
    quando é que voltas?!
    vê se devolver todos os isqueiros quando voltares!!!.
    de todo o amor do teu crido sobrinho!.
    Se não devolveres os isqueiros pagas 10€

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  3. Já escrevemos meu sobrinho lindo ? Qualquer dia vais à bola com o Tio ver o "nosso" grande Sporting ! Comprar uma camisola e ser sócio, para compensar os isqueiros ! eh eh
    Tbm tenho muitas saudades, uma grande beijoca do tio.

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  4. O Puto anda doido, agora já quer 1 Blog...
    Só visto!
    Nem me deixou ver o comentário, só ia perguntando...Ó pai, como é que se escreve isto, e aquilo...
    Até já escolheu o nome do Blog.
    Por este andar não sei onde isto vai parar...

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  5. Eu já tenho um blog.
    chama-se portugal biscoito.

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.