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Agora na proa está tudo com a Broa !



No outro dia à conversa com o amigo Arsénio, comentávamos que realmente os tempos são outros. As tecnologias e o dinheiro mandam no mundo e tristemente em nós.

Falávamos de amizades e daquelas tristes constatações que quando realmente precisamos, olhamos à volta, e se a nossa mão tivesse dois dedos, poderíamos dizer que tínhamos uma mão cheia de amigos.
Triste seria se culpássemos os outros por isso. A culpa como é óbvio não morre solteira. E os maiores culpados, para variar, somos nós.
Quantas horas não damos de mão beijada a Jogos, filmes, séries, novelas, net, ao novíssimo Ipod, ao carro com uma porrada de cilindros, etc, etc ?
Serão muitas mais, certamente, que convivemos com o próximo. E eu percebo, porque o próximo chateia: Não se mete no pause, não se apaga, não se deixa a meio… no fundo o próximo exige sempre qualquer coisa… e, convenhamos, não há paciência!

O amor, em primeiro lugar, é uma palavra estúpida. Principalmente para aquele que mija de pé, não dá jeito nenhum ter numa mão a envergadura da sua personalidade e na outra um sentimento tão amaricado como este!


O rodopio frenético dos tempos modernos levam a agência de rating, Moody’s , a classificar um País que já conquistou o mundo a ser considerado como LIXO!
É engraçado que há meia dúzia de anos tínhamos, na liderança, Vasco da Gama na proa e agora, como líder, temos qualquer badameco que levanta a mão acima da cabeça, abana-a com um ritmo próprio e hipnotizante, cospe discursos escritos pela mulher, enche a família com heranças de estado pagas pelo povo e serenamente pedem sacrifícios a 10 milhões de crucificados!




Comentários

  1. Se não nos deixarem em paz e sossego para tentar governar, logicamente que não vamos conseguir atingir as metas, mas isto até parece propositado, alias não parece, é!! A Europa tem que tomar medidas para impedir este constante desiquilibrio que os mercados estão a provocar nos paises que precisam de estar serenos para governar e seguir em frente. Assim não há quem aguente!!! IRRA!!! Isto num ano foi tomado de assalto pelas agencias finaneiras que ajudam a destabilizar e a dar uma imagem para o exterior, destorcida. Devemos, é certo, então deixem-nos trabalhar, pensar, agir e pôr em pratica. Vão chatear outros, ou não é rentável? Ninguem põe mão nestas agências? Quem está por detrás disto tudo??? Ou pensam que isto é inocente???? Isto tem objectivos e alguem ganha muito dinheiro com a nossa desgraça e a dos gregos.... Isto é muito conveniente concerteza senão já nos tinham mandado às cucuias!!! Muito nem sabiam onde era Portugal..

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.