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O Blogue está a ser um sucesso - segundo o meu grande amigo Octávio

Depois do meu esforço, finalmente fui reconhecido por ter feito este Blogue.
Em baixo uma conversa no menseger com o meu GRANDE AMIGO OCTAVIO

Márcio says:
Olá amigo

Octavio says:
Olá !!

Márcio says:
Então está tudo bem ctg ?

Octavio says:
O que é que tens a ver com isso ??


Márcio says:
huummm, ok.
Então, e o que achas do meu Blogue ?


Octavio says:
Para além de demonstrar que no trabalho deves fazer muito pouco, todos se cagam para o teu blogue. Ninguém passa cartão àquela porcaria. Segundo consta, será a pior página que viram na internet.
Mas na minha opinião, está ainda pior que isso. Chega a meter nojo !!

octavio says:
Não sei se reparas-te mas o único comentário que lá está, é meu !! Pelos vistos o único que analisa e tenta admirar o teu trabalho. Ainda não consegui... mas mantenho a esperança.

Márcio says:
Até estou emocionado... nota-se mesmo ternura e carinho nas tuas palavras !Insiste amigo, vais ver que em 2035 já vais gostar um bocadinho do meu Blogue.

octavio says:
e tu em vez de estares contente por alguém ter a coragem de perder tempo a ler o teu Blogue, não !ainda mandas boquinhas !! do tipo “ ai e tal que eu tenho a mania que sei escrever umas piadas !” estavas bom para escrever para os Malucos do Riso na Sic ou então para o Camilo... e quiçá um dia a esperança de escrever para o Badaró!! Aí sim tinhas sucesso, até te posso dar umas ideias… olha do tipo – uma rapariga vai na rua e o Manel Jaquim, pedreiro com 120 kg, que está na obra, e manda o seguinte “bitate” – Ó Flor ó Flor deixa-me o pôr !! – ou então – anda cá que eu não te aleijo !!

octavio says:
deves ter mts amigos tu

octavio says:
Tirando o golum... talvez só a tua mãe que ainda acredita que podes ser alguém vida !
Márcio tenta não me incomodar mais aqui no menseger, peço-te que me esqueças, tou farto de ti e se for ao teu Blogue mais alguma vez, ou é porque me enganei ou porque fui OBRIGADO a isso.



Obrigado OCTAVIO pelas palavras de apoio e incentivo. As tuas opiniões dão-me força e coragem para continuar.

Comentários

TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.