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A Banda Portuguesa com mais SUCESSO em África


A banda Portuguesa, os “ Tá com Quê ” arrasaram em Angola, numa TOURNÉ que começou no passado dia 22 de Junho em Kinshasa , teve ontem o seu ponto alto em Luanda. Com 120.000 pessoas a assistir ao FENOMENAL espectáculo, que durou 2 horas e deixou o publico em delírio.

Ao entrevistar os elementos desta banda, percebemos o motivo de tanto sucesso.


O mentor da banda, Carneiro Mal Morto, diz-nos que o sucesso se deve, a muita sede no trabalho “ o sucesso é suportado pela sede que cada um tem no trabalho, posso-lhe dizer que tenho dias que esfrego a boca em sal só para ter ainda mais sede” afirmando ainda " se não começamos a beber logo de manhã as coisas ficam logo comprometidas, o segredo é encharcar bem a vela" .


Já Mané do Facupé, diz que o sucesso é derivado à ignorância musical da banda e que por milagre está a fazer sucesso em África “penso que o sucesso não tem nada a ver com o trabalho de cada um, até porque o álbum foi feito em 3 dias, e a musica que demorou mais tempo a compor, foi feita em 5 minutos” o sucesso para Mané vem do insólito " acho que se bater em 2 latas e grunhir uma palavra 20 vezes seguidas, tenho o melhor Kizomba de África".



No entanto Faludo do Cazenga, diz como se inspirou para escrever a musica com mais sucesso do álbum “foi de um momento para o outro, imaginei várias cenas e depois imaginei outras. Pedi a opinião ao Mané do Facupé, ele disse que estava uma merda e tudo se conjugou para ser um grande êxito". Não resistimos e pedimos a Faludo que nos lê-se umas linhas do grande êxito da banda “Amo a minha dama, e mais umas 5 ou 6. No trabalho tou sempre incomodado, ou com um óbito inesperado. Sou poeta das letras, gosto de escrever quando estou no candongueiro, ou debaixo de um Coqueiro para mim já tá porreiro, yo… “

Já o guionista da banda, Mamoné do Volante o homem que é considerado na banda como o CAMIONISTA, por conseguir encontrar sempre os caminhos necessários para o êxito, diz que “ a base do sucesso aqui em África é fazer sempre o pior possivel. Se conseguirmos pôr o pior de nós quando estamos a fazer as musicas, estamos garantidos"


Palavras para quê !!?? São os “Tá com Quê” que prometem revolucionar a música em África.

Comentários

  1. Essa é com certeza a melhor banda do mundo.... Fiquei fã do Mané! Porque será?

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  2. loooool... grande banda amigo, ainda não ouvi nada e já sou um fã incondicional!! :)
    Vou acompanhar-vos até começarem a cantar... éaqueeeeeeeela

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.