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Brocas

Ainda não vos falei do Brocas.
Brocas é um dos elementos da Quinta das Celebridades.
Chegou a Angola à cerda de 10 meses, mais coisa menos coisa.
Brocas, como devem imaginar é a alcunha dele.
Chama-se Filipe e fuma Brocas como ninguém.
Mas não é daquelas com substância, por pena de alguns que andam, como dizem os mais velhos, metidos na Passa!
Frequentemente as pessoas vão ter com ele a pensar que o homem tem alguma coisa para dispensar.
Mas não, o Rapaz fuma mesmo é tabaco de enrolar.
Brocas é o meu único adversário no Pro Evolution Soccer.
Mas na realidade ainda é muito fraquinho.
Mesmo ontem levou mais uma abada daquelas.
Recomendo que visitem o Blog deste companheiro :
Blog do Zé : http://velhacaracoleta.blogspot.com/
Como o próprio apelidou, é um Blog de coisas boas… boa onda!

Em jeito de despedida, vos deixo com mais uns quantos Blogs que valem a pena serem vistos, em vez de andarem a perder tempo nesta miséria de palavras que para aqui vos escrevo:

Corpo Dormente : http://corpodormente.blogspot.com/
Para quem gosta do estilo do Bruno Nogueira, o seu Blogue é espelho daquilo a que estão habituados. Embora não escreva com a frequência que os seus seguidores desejariam, porque há quem faça alguma coisa pela vida, valerá a pena acompanhar.

Por uma unha negra : http://por-uma-unha-negra.blogspot.com/
O Blogue mais original que conheci até hoje.
Não imaginam como o Luís Baptista faz maravilhas com a sua unha.

E para não maçar mais, vos deixo com um ultimo Blogue, Portugal Bipolar : http://oportugalbipolar.blogspot.com/
Este Blogue, também merece ser visto pela sua critica mordaz e fedorenta à sociedade Portuguesa e principalmente aos nossos Governantes.
Escrito por um Génio, que herdou a intelectualidade e principalmente a inteligência do seu irmão mais novo.

Bom fim de semana e portem-se mal, mas com estilo.

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

QUAL É A IDEIA?

Vejo muita gente a dizer as ideias dos outros ficando eles próprios sem saber quais são as suas próprias ideias. Quem não prestar a devida atenção fica com uma ideia errada da pessoa que partilha uma qualquer ideia. Acho, e isto é uma ideia minha, que precisamos ter a nossa própria ideia. Só assim teremos uma ideia de quem somos e de quem nos rodeia. Deixo aqui esta ideia que, confesso, poderá não ser minha, mas entre o alvoroço e o reboliço ninguém vai fazer puto ideia.