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PLANO DE FESTAS “Stº António – Quinta das Celebridades”

Após horas de debate entre os organizadores da Festa de St.º António, o Paulinho elaborou o seguinte Plano de Festas.


Organizadores

8h – Inicio do aquecimento para alguns elementos da organização

10h – Pequeno-almoço com a continuação do aquecimento

12h – Mergulho na piscina e banhos de sol sempre com o aquecimento em vista

14h30 – Almoço – Mais meia dúzia para o aquecimento

16h30 – hora do descanso – Mas antes disso mais umas para o inicio da viagem até ao quarto

18h30 – Reunião para se dar início dos preparativos para a festa do Stº António Grito de Inicio (ÓÓÓÓÓLINNNNDAAAAAAAAAAAAA e abre mais uma cuca)

(Depois de mais de uns 30 gritos chega a hora da festa e de mais 50 cucas)

FESTA

19h44 – Abertura dos festejos (ÓÓÓÓÓLINNNNDAAAAAAAAAAAAA e abre mais uma cuca)

19h45 – “nós só queremos ver o fogareiro a arder o fogareiro a arder ” – Paulinho Romanov

20h00 – Chegada dos convidados com controle apertado de acordo com a lista. Quem não tem os
2.000 kw na mão fica à porta – Mordomo Vitinha para os receber

20h15 – Novato agarra-se pela centésima vez ao Saragaço e diz “este sim é o meu verdadeiro amigo”

20h20 – Tio e primo dão uns murros na mesa para fazerem madeira para assar as sardinhas

20h21 – Leonel avisa que as mesas estão partidas (ÓÓÓÓÓLINNNNDAAAAAAAAAAAAA e abre mais uma cuca)

20h30 – Brocas fuma a 1º broca do dia, porque passou o dia a fumar tabaco chinês, e tenta cravar mais um saldo a uma menina de RAL 9004. Leonel ouve-se (ÓÓÓÓÓLINNNNDAAAAAAAAAAAAA e abre mais uma cuca)

20h31 – Inicio da “assadura” dos “respectivos” – Leonel Avisa (ÓÓÓÓÓLINNNNDAAAAAAAAAAAAA e abre mais uma cuca)

20h45 – Peças corta a couve e distrai-se e corta o bigode – Temos um caldo verde á “bigodes do peças”

20h46 – Arnaldo resmunga pela milésima vez.

21h00 – Maia tenta Gritar por aquele clube da Passarada e é expulso da festa

23h00 - Inicio das marchas – A única marcha participante é a da “quinta das celebridades” – Maestro e ensaiador “vitinha” com o grito da ordem (ÓÓÓÓÓLINNNNDAAAAAAAAAAAAA e abre mais uma cuca)

23h30 – Faisca pergunta se hoje á festa lá em casa

00h30 – Inicio da 2ª parte da festa, com o artista convidado, o grande mestre da guitarra “Pedro Saragaço”, enquanto houver cuca ele não pára, está prometido.

7h00 Encerramento dos festejos. Está na hora de ir para a praia

Comentários

  1. Tenho uma duvida...
    com os 2.000 kw as cervejas são á borla? :):):)
    Conta comigo para a festa, pois por aqui, nos bairros populares a sardinha vai de 1.20€ a 2.00€, mas os gajos oferecem uma fatia de pão por sardinha...(Simpáticos!)

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  2. ahahah! Muito bom.
    Eu só não devo aparecer pq sou mais fã de festejar o São João. :P

    Atenção: essa foto tem direitos de autor. ;) fui eu q a tirei!

    ResponderEliminar

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TEXTOS QUE ME ENTRISTECEM

CAIXAS

Desde muito cedo percebi que não gostava de caixas e de caixinhas. As pessoas têm tendência em organizar e agrupar as suas vidas em caixas. A primeira memória que eu tenho disso foi quando cheguei a uma festa de anos com os meus Pais, ainda era eu muito novo, e a minha Mãe vira-se para mim e diz “olha ali aqueles meninos que têm a tua idade, vai brincar com eles”. A lógica é a mesma de quando hoje em dia me dizem “convida o João e a Cristina, eles têm um filho da mesma idade que a tua”. Mas eu nem sequer gosto do João e a Cristina diz tudo o que lhe vem à cabeça. De início pode parecer giro, mas passados dez minutos era capaz de pendurar a Cristina pelos pés e suplicar a Deus que a levasse para junto dele. O que me preocupa é que a natureza permita que gente desta consiga procriar. “Mas sempre convivias um bocado e as crianças ficavam a brincar, só vos ia fazer bem”. Fazer bem? A quem? Não percebo esta necessidade de mostrar que conseguimos receber gente em nossa casa que não gostamos...

FAZIA TUDO

Eu espero sempre o pior das pessoas. Nunca fico à espera de qualquer espécie de bondade. Talvez porque seja aquilo que eu vejo em mim: pouca bondade disfarçada com alguma disponibilidade. Na minha cabeça tento camuflar tudo isto. Por isso me emociono e me espanto com pessoas genuinamente boas. Duvido sempre delas até ter absoluta certeza. Para mim, querem sempre algo em troca. Nenhum acto é por acaso. Quando as vejo a perder tempo com os outros, acho estranho. O mundo não é assim. Eu não sou assim. Eu trabalho porque recebo ordenado. Perco tempo em fazer comida porque tenho fome e gosto de comer. Tento fazer exercício porque sei que terei a compensação do esforço. Todos os meus actos têm como base uma recompensa. Conheci cedo a bondade. A dos meus Pais. Mas dos Pais é suposto haver bondade. Uma bondade obrigatória. O tal «coração fora do peito» que as pessoas dizem e que me irrita particularmente esta expressão. Mais tarde, já no secundário, conheci a bondade pura. Foi estranho. Muito ...

Que vida é esta?

A vida não vai acabar bem. Sabemos disso embora, por burrice, nos esqueçamos a todo o momento. Vamos morrer e na melhor das hipóteses quando formos velhinhos e rezando, desejando, pedindo e implorando que não soframos muito na decadência própria do avançar da idade. Na caminhada fazemos por esquecer que tudo é efémero. Tudo passa e não temos um décimo da importância que julgamos ter. As desilusões são um bálsamo para todas as vidas, elas mostram-nos a realidade. Estávamos iludidos. Estamos quase sempre iludidos. Parece que gostamos de viver dessa forma. Olhamos para os velhos como se fossem uma miragem, não nos colocamos na pele de quem tem o fim tão perto. Um fim que será miserável por todas as razões e mais algumas. Aos poucos se perde tudo e se fica sem nada. A cabeça não quer, teimosamente, acompanhar o definhar do corpo. Todas as ilusões do futuro não existem e a certeza da morte está ao virar da esquina. Metemo-los num lar e nas visitas tentamos apaziguar a tragédia que está ali ...

Prós e Contras

Todos sabemos que temos que andar com as calças folgadinhas caso seja preciso arregaçar à pressa. Ninguém tem dúvidas disso. O último programa “Prós e Contras” gravado em Angola foi um exemplo, diria escandaloso, disso mesmo. Foi degradante para a história da nossa nação as figuras que tivemos que fazer. Pelo menos eu, ainda tenho orgulho de dizer que sou Português e não queria de maneira nenhuma deixar de o ter. O jornalista Rosa Mendes que tentou mostrar a vergonha de uma nação, tornou o caso mais vergonhoso ainda por ESTE motivo! Mas nada como histórias pessoais, também elas vergonhosas, para apaziguar a alma dos inconformados - Já me tinha acontecido, tentar salvar alguém de morrer afogado. A primeira vez e única, até este fim-de-semana que passou, foi no Gerês quando a dois metros da margem do rio o meu amigo de alcunha “Salmão”(de certeza que não foi pelos dotes de nadador que lhe puseram a alcunha, porque estes meninos nadam contra a corrente como ninguém) começa a esbracejar ...