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Mensagens

Do Texas com muito amor !

Nicole está nervosa. É a sua primeira vez. A rapariga de 8 anos já está mais do que na idade de dar este passo. A sua irmã começou bem mais cedo, tinha 5 anos. Parece inacreditável, mas isto acontece no Texas, nos Estados Unidos. Os Pais da Nicole são os seus mentores e mestres.
- Mais para cima Nicole, segura firme… isso, agora aperta no gatilho.
BAAAHHHHHMMM

Falhou o alvo, mas nada que desanime os Pais. A repórter pergunta:
- Mas não tem receio que a menina possa um dia pegar numa arma e matar alguém?
- Não, nós ensinamos-lhe que só deve disparar para as pessoas más, que lhe querem fazer mal – Responde com categoria.
Isto é verdade, não estou a inventar nada! E confesso, que eu compreendo perfeitamente e não desculpo os meus Pais por não me terem dado a mesma oportunidade. Com os meus 7 anos, recordo-me bem, tinha dois ou três vizinhos que não me deixavam brincar nas escadas e o que eu sofri com isso. Resolviam-se muitos traumas com uma arma em punho. Posso dizer que hoje …

Três pontos

Já voltei de Portugal e é magnifico rever as pessoas de quem gostamos. Confesso que já vim há algum tempo e não é por preguiça que não vos escrevo. Ando cansado. Não do trabalho, que esse enquanto mais melhor, mas sim das crises existenciais que me assolam de tempos a tempos. Mas nada que deva ser aprofundado.

Hoje venho-vos falar de culinária. Ontem, pela primeira vez, fiz Pataniscas com arroz de tomate. Admito que ficaram um bocado massudas, mas nada que a mão não apure numa próxima vez. Ando a cozinhar que nem um desalmado. Faço coisas que nem vos passam pela cabeça. Até arrisquei em comprar um coelho para fazer. Vai ficar no tempero de vinho tinto durante um dia e quando saltar para a panela já vai com o perfume desejado. Não é brincadeira. Apetece-me desbravar o mundo através da culinária. Sentir os cheiros e os sabores de outros povos. Posso afirmar, aqui, que se me dessem a escolher entre um prato novo de comida e um Ferrari, eu escolheria o Ferrari. Não sou parvo, mas arra…

Parabéns a mim próprio

Hoje faço anos, e porque mereço, venho aqui desejar os parabéns a mim próprio:
- Parabéns rapaz e que contes muitos e que eu esteja cá para ver! – Digo eu a mim próprio.
- Obrigado, mas tenho que te dizer que, após estes anos todos, já não te aguento mais. Adeus e bom dia - Diz mim próprio a eu.
E assim acabou o que nunca deveria ter começado.

Pimenta no cu dos outros...

O Sócrates volta a Portugal e eu também. Não pelo mesmo motivo, que eu não roubei ninguém, mas estaremos os dois para o bem de todos os Portugueses.
Só vou por uma semana, o que parece pouco, mas se contarmos todos os segundos, imagino eu, que será coisa para cansar um bocado. Vou ver a minha família, os meus amigos, e vou ouvir o que sempre oiço “lá é que tu estás bem!” E não há que contrariar os malucos, abanamos a cabeça, a dizer que sim, e seguimos o nosso caminho. Pimenta no cu dos outros é sempre refresco para nós.
Até daqui a uns dias e voltem sempre com o mesmo calor.

Ourique de Ouro!

Esta é uma história da vida real. Seria uma história como outra qualquer se não fosse eu o protagonista. Estávamos em pleno Verão quando eu me escapava de Lisboa e ia a caminho do Alentejo. A terra dos meus Avós. Ourique para ser mais preciso. Tudo era vivido com outro sabor. Já naquela altura, no inicio dos anos 90, a mania de acompanhar os tempos modernos me irritava. Que tempos tenho que acompanhar se não aqueles que me dão real prazer? Porra para isso e lá ia eu rumo ao sul. A primeira noite naquela terra era sempre mágica. Dormia pela metade o que valeria o dobro. Acordava mais cedo do que me lembrava até então. Tão cedo que a porcaria das galinhas só cacarejavam após os meus primeiros passos pelo quintal. “Suas porcas deixem cá ver se têm ovo” dizia eu enquanto as enxotava para não me cagarem todo. Normalmente nunca tinha sorte. Essa pertencia sempre à minha Avó, a Antónia. O que tinha de inteligência a bondade acompanhava. Era ela que punha os ovos. Sim, aqueles que eu apanhava…

Enxurrada de fezes

Por onde começar?

Estou em condições de afirmar que tenho dois irmãos, o Filipe e o Carlos. Também sou filho de Pais que nunca se divorciaram e são eles o João e a Márcia. A minha companheira tem o bonito nome de Natalie. Ora bem, este é o núcleo duro da minha família. Se há algo que me falta são os primeiros a levar comigo. Cada um deles, à sua maneira, já tiveram a experiência de se sentirem como um rato enjaulado a ouvir Sepultura. É esta a sensação das pessoas de quem procuro quando estou realmente aflito. No fundo isto é começo de uma verdadeira apresentação que acho que é mais que justa, para não dizer merecida.

Sou o filho mais novo. O que implica coisas boas e más: As más é que era um facto consumado que eu só mandava em casa quando não tivesse lá ninguém. Tudo o que eu queria ou me apetecia resumia-se a uma espécie de ponto negro por detrás da orelha. Ou seja, realmente estava lá mas era como se não estivesse. As coisas boas são, principalmente, as barreiras quebradas pelos o…

É

O amor da minha vida faz hoje anos. Serás sempre o que sempre foste… um verdadeiro e puro amor!