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Pimenta no cu dos outros...

O Sócrates volta a Portugal e eu também. Não pelo mesmo motivo, que eu não roubei ninguém, mas estaremos os dois para o bem de todos os Portugueses.
Só vou por uma semana, o que parece pouco, mas se contarmos todos os segundos, imagino eu, que será coisa para cansar um bocado. Vou ver a minha família, os meus amigos, e vou ouvir o que sempre oiço “lá é que tu estás bem!” E não há que contrariar os malucos, abanamos a cabeça, a dizer que sim, e seguimos o nosso caminho. Pimenta no cu dos outros é sempre refresco para nós.
Até daqui a uns dias e voltem sempre com o mesmo calor.

Ourique de Ouro!

Esta é uma história da vida real. Seria uma história como outra qualquer se não fosse eu o protagonista. Estávamos em pleno Verão quando eu me escapava de Lisboa e ia a caminho do Alentejo. A terra dos meus Avós. Ourique para ser mais preciso. Tudo era vivido com outro sabor. Já naquela altura, no inicio dos anos 90, a mania de acompanhar os tempos modernos me irritava. Que tempos tenho que acompanhar se não aqueles que me dão real prazer? Porra para isso e lá ia eu rumo ao sul. A primeira noite naquela terra era sempre mágica. Dormia pela metade o que valeria o dobro. Acordava mais cedo do que me lembrava até então. Tão cedo que a porcaria das galinhas só cacarejavam após os meus primeiros passos pelo quintal. “Suas porcas deixem cá ver se têm ovo” dizia eu enquanto as enxotava para não me cagarem todo. Normalmente nunca tinha sorte. Essa pertencia sempre à minha Avó, a Antónia. O que tinha de inteligência a bondade acompanhava. Era ela que punha os ovos. Sim, aqueles que eu apanhava…

Enxurrada de fezes

Por onde começar?

Estou em condições de afirmar que tenho dois irmãos, o Filipe e o Carlos. Também sou filho de Pais que nunca se divorciaram e são eles o João e a Márcia. A minha companheira tem o bonito nome de Natalie. Ora bem, este é o núcleo duro da minha família. Se há algo que me falta são os primeiros a levar comigo. Cada um deles, à sua maneira, já tiveram a experiência de se sentirem como um rato enjaulado a ouvir Sepultura. É esta a sensação das pessoas de quem procuro quando estou realmente aflito. No fundo isto é começo de uma verdadeira apresentação que acho que é mais que justa, para não dizer merecida.

Sou o filho mais novo. O que implica coisas boas e más: As más é que era um facto consumado que eu só mandava em casa quando não tivesse lá ninguém. Tudo o que eu queria ou me apetecia resumia-se a uma espécie de ponto negro por detrás da orelha. Ou seja, realmente estava lá mas era como se não estivesse. As coisas boas são, principalmente, as barreiras quebradas pelos o…

É

O amor da minha vida faz hoje anos. Serás sempre o que sempre foste… um verdadeiro e puro amor!

A força de um animal !

Ontem, vi coisas que não queria ver. Nunca pensei que tivesse que um dia assistir ao que assisti. Mas nem tudo são alegrias e sorrisos: Cheguei a casa, ainda não eram 8 da noite. Fiz o que faço sempre - Ligo o gerador, abro a porta e acendo as luzes quando me deparo com um enorme alvoroço em casa. O Migalhas, o meu cão, lembrou-se de subir para cima da mesa da sala e tudo o que supostamente deveria estar em cima, estava em baixo. Tudo. Nada escapou ao ciclone deste Pinscher anão. Olhou para mim, como sempre faz, de rabo a abanar e aos pulos. Olhei para a mesa, olhei para ele. Peguei num pau e toca a desancar no bicho. Não me venham com sentimentalismos que eu é que sei o trabalho que me deu para ter as coisas como elas estavam. Demorei cerca de 15 minutos a despejar a minha raiva – Porrada da esquerda, porrada da direita, o ganido estridente fez com que o vizinho viesse em auxílio. Abri a porta, ainda com a espuma na boca.

- Diga!

- Vizinho, está tudo bem? Ouvi o cão a ganir e pense…

Este é o nosso dia !

Saiamos para a rua meus irmãos e gritemos todos juntos “ Viva as nossas mulheres que as dos outros já nos dariam imenso trabalho!”

É verdade hoje é dia da mulher e nestes dias, para além de um sorriso pela manhã ser fundamental, é preciso termos a noção que este é um dia de guerra aberta. Isto não é só o dia delas meus amigos. Este, no fundo, é o nosso DIA DE TERROR!

Ora vejamos:

Regra nº 1 – Nunca dar o flanco. Por muito que sejam postos à prova, nunca percam a paciência. Ouviram? (ou leram?) Isto é a base para as restantes dificuldades que nos esperam.

Regra nº 2 – Ter especial atenção ao pedido especial. Existe sempre um e vocês sabem que com elas as coisas são sempre nas entrelinhas. Nunca pedem, dão a entender. E é aí que temos que ser ferozes como uma chita. Estarmos atentos. Poderá vir da mais rebuscada história, da mais disfarçada dica. Mas vem.

Regra nº3 – O presente é fundamental. Tentem ser criativos e isto nunca passa por não dar nada. Tudo bem, pode parecer surpreendent…

O meu cão é que abana o rabo!

Eu não dou muito ao meu semelhante e o que recebo é sempre mais do que o dobro do que mereço. Por isso a minha desilusão com o próximo é sempre nula. Só me lamento quando me obrigam a ter trabalho.

Coisas simples apaixonam-me e as raridades ofuscam-me – Detesto ouro, odeio diamantes, e não tenho sonhos de ilhas desertas. Gosto de companhia, gosto de um abraço, de um beijo, de um aperto, de estar perto.
Gosto de um berro efectivo mas não gosto de berrarias.
Detesto discussões parvas e quando discuto entro neste circo.
Hoje sou eu, amanhã sou outro… e depois outro, outro e ainda mais outro. Os heterónimos do Pessoa são de toda a gente. Ninguém é alguém verdadeiramente. Somos mil e uma coisas e não somos coisa alguma. Hoje não sou o que já fui. Num amanhã não serei nada.
Se me disserem que “sou assim ou assado” ou comigo as “coisas são desta maneira” é uma grande mentira. Já reagi de diferentes maneiras a uma sopa quente - O meu cão é que abana sempre o rabo quando me vê chegar.

Se qu…