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Mensagens

Fagulhas

A todos um belíssimo Natal e um ainda melhor ano novo. Poderão pensar que é cedo de mais, mas o menino vai de férias e não quero de maneira nenhuma deixar de ser, como sempre fui, educado. E bem preciso ir de férias porque o trabalho tem-me dado que fazer.

De resto, queria antes de me ir embora dar uma palavra amiga a um grande amigo. Ele considera-me o seu melhor amigo da América do Sul visto que não conhece lá mais ninguém. E eu retribuo com esta pequena homenagem, que bem precisa, porque está à rasca de um braço e poderia ter sido mais grave a consequência do enorme acto heróico que teve na noite de sábado: Estampou-se contra uma mesa ao se lançar que nem um super-homem para matar uma barata que ameaçava toda uma festa de anos que, só por si, já não estava a correr bem. Não matou o inimigo mas todo o cenário para o fazer deixou uma onda de boa disposição que só foi estragada por causa de um outro amigo, melhor, de uma outra besta, que decidiu embebedar, às nove da noite, o anivers…

ADEUS

O menino sonhava ser escritor - Os colegas queriam ser jogadores da bola - Este só queria ser escritor. Começou cedo a escrever histórias. Ninguém as lia, nem os Pais, que normalmente fazem sempre esse tipo de sacrifícios, tinham paciência para a confusão de personagens e enredos que o Tiago para ali arranjava. Ele continuava com uma felicidade que sempre me impressionou. Cresceu, tronou-se um homem e continuava a escrever textos e mais textos, histórias e mais histórias. Ninguém as lia, e ele não queria saber.

Casou e teve 4 filhos. Trabalhava na esquina da sua rua sempre com a mesma precisão, sempre com o mesmo empenho. Contava histórias aos seus filhos para eles adormecerem, as histórias que ele próprio escrevia. Nunca se repetia e nenhum deles pediu para repetir alguma. Ele era escritor. Ele era feliz por sê-lo. Escreveu a carta de despedida muito antes de se despedir. Era demasiado feliz para forçar o seu fim. Escrevia e continuava a escrever, sempre com caneta e papel. Nunca nen…

O Pai Natal não existe!

É verdade, e ninguém me pode desmentir nisto, estamos em Dezembro. Para meter nojo posso dizer que por estas bandas, para os emigrantes que estão em Angola, o calor aperta, a praia é uma constante e todos duvidamos que o Pai Natal por aqui apareça. A criançada, filhos destes Lusos e expatriados, perguntam “ O Pai Natal vai vir com aquele fato peludo com este calor?”


Eu, e porque sempre sou a favor da verdade, disparo logo a dizer que “o Pai Natal não existe”. Crio uma turbulência na cabecinha dos meninos e uma verdadeiro quebra-cabeças para os Pais que, finalmente, terão que explicar que a mentira por vezes é bonita e tem que ser dita a favor de sabe-se lá o quê!

A discussão fica acesa, as mães olham para mim como se me quisessem esfaquear com os olhos, enquanto acariciam a cabeça do pobre pequenino que chora compulsivamente e os Pais, que sempre acham piada a uma boa “jarda” vinda do nada, depressa se lhes acaba o riso engasgado quando se apercebem que o olhar esfaqueador, tipo relâm…

Carta de correio

Não me lembro do dia em que comecei a falar, mas a minha mãe disse que foi mais tarde do que os meus 7 irmãos. Parece que estava ali o início de um princípio básico para a minha vida – Não era suposto ninguém me ligar nenhuma


Eu insisto, tenho essa noção, como se tivesse algo importante para dizer. Como se não conseguisse aguentar o emaranhado de porcaria que tenho dentro de mim. Vou escrevendo, vou dizendo coisas. Até aceno e gesticulo quando o mundo está longe. Mas parece que de nada vale. Tenho exemplos, não digo isto por dizer como se quisesse chamar a atenção. Mesmo no outro dia eu disse a um colega “ tu tem cuidado, olha que é importante imprimires o documento e arquivares no dossier, não vá o computador dar o berro” e ele, como se nada fosse, não me ligou nenhuma. É verdade, por embirração eu creio, o “rasta” do computador continua ali impecável, sem vacilar. Mas eu não desisto e continuo a dizer “atenção, faz um backup, salvaguarda-te” E ele teimoso contínua, mas eu estarei cá…

O Lord dos filmes

Existem pessoas que nunca viram o senhor dos anéis. É verdade, eu sei que elas andam por aí como se nada tivesse acontecido. Mas o mais impressionante ainda, é que há pessoas que viram e não gostaram. O Castelo Branco já me tinha alertado, várias vezes, para o facto de existirem pessoas capazes de tudo, mas mesmo assim é-me difícil de acreditar. Como é possível ver uma verdadeira obra-prima e não se gostar dela?

Hoje tropecei noutra opinião destas – De quem viu e não achou nada de especial!

Não o escondem, dão a sua opinião, deliberadamente, como se a nível cinematográfico, para esta trilogia, houvesse liberdade de expressão!
Nestas alturas não há debate possível. Nem sequer quero ouvir qualquer argumento. Como se me quisessem explicar que o mundo foi feito ao acaso. Mas temos que seguir caminho e resistir à tentação de fazer rolar cabeças.

A noite antes da estreia, do primeiro filme, marcou-me como o primeiro beijo não o conseguiu fazer. Mal consegui dormir, a cama parecia ter …

Em jeito de Caderneta de Cromos

Quando era criança, havia o jogo dos canudos. Um pouco em jeito de “Caderneta de Cromos”, para a geração dos anos 70 e 80 certamente se lembram de uns tubos de electricidade, de plástico, que serviam para nos entretermos com verdadeiras guerras campais. O brinquedo era simples, enrolavam-se umas tiras de papel, eu preferia o papel das revistas, em forma de cone, onde o inseríamos no dito tubo e depois era só assoprar. Aquele pequeno engenho, parecendo que não, atingia distâncias grandes e com uma precisão de um verdadeiro sniper. Havia quem pusesse alfinetes na ponta, uma verdadeira delícia. Claro que o gosto e o entusiasmo por este brinquedo, fazia com que fossemos aperfeiçoando as nossas “armas” . Existiam verdadeiras obras-primas – Com 2 e 3 tubos, dando a hipótese de termos 3 munições prontas a saírem quase de rajada. Tudo parecia ser lindo até ao dia da tragédia. Passei um mês e meio sem poder por comida sólida à boca. Não falem em passar fome, eu sei o que é isso! Até aos dias d…

Barriga vazia

É verdade, hoje o meu irmão mais novo faz anos. Sim, porque o mais velho, como toda a gente sabe, já se lançou este ano.


Para mim é sempre um motivo de alegria presenciar estes dias. É sinónimo de comida e bebida à borla.

Tudo bem, podem dizer “então e o dinheiro que gastas na prenda?”

Não sou parvo o suficiente para me lançar ao lobos e arriscar uma prenda caríssima e o menino mostrar uma expressão, ou dizer mesmo, de que “podia ser melhor!”

Com esta desculpa e seguindo a dica de um bom Português, lanço sempre o isco de que comprei um “miminho”. E um “miminho” não é mais do que uma “lembrança”. Quem é que não gosta de receber uma prenda e de ouvir por parte de quem oferece a bela frase “não é nada de mais, é só um miminho”. Apetece, mesmo antes de desembrulhar, de largar aos pulos e aos pinotes de tanta felicidade que temos dentro de nós. Antevendo que dentro daquele pequeno pacotinho, sim porque os “miminhos” nunca são grandes, deverá estar uma magnífica maravilha.

Mano, é com is…