É fim do mês e está mais que na hora de receber os ordenados. Por aqui, na cidade mais cara do mundo, a maioria recebe muito pouco. Enquanto os ditos que ditam, as regras, passeiam com tantos milhões que até transbordam dos bolsos. O dinheiro, para a maioria, é distribuído na confusão de um turbilhão de mãos estendidas, ansiosas, para receber o dinheiro. Já antigamente me diziam que “na confusão aproveita sempre o esperto ou o ladrão” e na verdade, no fim das contas, falta um ordenado. O esquema e o proveito de um, ou a trambiquice, como aqui se diz, é o desespero do outro. Quem do pouco tem que alimentar uma ninhada de 7 ou 8 filhos, e mais aqueles que gostam de estar com o cu sentado, torna-se agoniante ao ponto de se fazer ouvir um choro estridente. O esperto sai contente e o burro a chorar. Entre os espertos e os burros sempre acreditei que a tartaruga é quem se escapa. Passa de fininho. Mas espero sempre que o esperto se queime.
Vocês conhecem a dor reflexo?
Não?
Eu conheci a semana passada. Nunca tinha ouvido falar, mas parece que é um fenómeno comum nos especialistas de clinica dentária. Estava, ou melhor, estou à rasca de um dente vai para duas semanas e tive que arriscar um dentista por estas bandas. Calhou-me uma Brasileira, e sou sincero, o sotaque desta gente já me irrita. Não sei se foi de ter levado com as novelas aos magotes quando era um jovem com acne na cara, ou se é por outro motivo qualquer. Mas quando oiço um Brasileiro a dizer que “tou falando verdade” começo logo a desconfiar.
Bem, mas eu sento-me na cadeira mais temida do mundo e digo que me dói um dos dentes de baixo. Não tinha a certeza qual dos dois me doía, mas era um deles. Ela começa a investigar, batendo num, batendo no outro sempre com a ajuda do espelho e passa para os dentes de cima. Pensei que queria analisar a minha qualidade dentária e assim arranjar mais um ou dois que lhe dessem mais uns dólares. Achei normal, afinal to…
Não?
Eu conheci a semana passada. Nunca tinha ouvido falar, mas parece que é um fenómeno comum nos especialistas de clinica dentária. Estava, ou melhor, estou à rasca de um dente vai para duas semanas e tive que arriscar um dentista por estas bandas. Calhou-me uma Brasileira, e sou sincero, o sotaque desta gente já me irrita. Não sei se foi de ter levado com as novelas aos magotes quando era um jovem com acne na cara, ou se é por outro motivo qualquer. Mas quando oiço um Brasileiro a dizer que “tou falando verdade” começo logo a desconfiar.
Bem, mas eu sento-me na cadeira mais temida do mundo e digo que me dói um dos dentes de baixo. Não tinha a certeza qual dos dois me doía, mas era um deles. Ela começa a investigar, batendo num, batendo no outro sempre com a ajuda do espelho e passa para os dentes de cima. Pensei que queria analisar a minha qualidade dentária e assim arranjar mais um ou dois que lhe dessem mais uns dólares. Achei normal, afinal to…